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Efésios 1.3-14
Tema:
Deus, através de Paulo, nos faz conhecer a Sua igreja em Cristo.
ü O que Deus, através de Paulo, nos
faz conhecer sobre a Sua Igreja em Cristo?
1.
Ele
nos faz conhecer que a Sua Igreja é abençoada em Cristo (1.3-14).
Paulo
ao escrever está epístola estava preso em Roma, por causa do evangelho. O maior
missionário, agora preso. Ele escreve à igreja de Éfeso, mas a carta é para
todas as igrejas da região: Éfeso, colossos, Laodiceia e outras. As igrejas
estavam sem entender o porquê dele está preso. Como Deus permitiu que isso
acontecesse? Com certeza essas sentimento e preocupação gerou desânimo no meio
das igrejas. Então, Paulo escreve está
carta para que ao ser lida nas igrejas, os crentes pudessem entender os
propósitos eternos de Deus. Paulo entendia que o fato dele está preso fazia
parte da vontade de Deus para Sua igreja.
Os
três capítulos inicias tem como propósito engrandecer a graça do Eterno, pela
obra da eleição de Deus. Nesse primeiro capítulo, os salvos são chamados para o
Seu reino, antes que viessem a existir. Paulo conta essa obra num só folego dos
versículos 3 a 14. No original grego esses versículos formam uma única oração,
uma só sentença.
O
apóstolo inspirado pelo Espírito Santo convida você e eu a louvarmos a Deus o
Todo-Poderoso pelos Seus planos e propósitos, reconhecendo que Ele é soberano
sobre tudo e todos. A trindade está unida em todos esses propósitos. Deus é o
autor da nossa salvação. Ele é a fonte de todas as bênçãos espirituais em
Cristo.
ü Deus
é a fonte de todas as bênçãos... Ele começa com a
palavra - “Bendito” –
“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo...” – que no original
grego significa abençoado, louvado. O apóstolo entoar uma Doxologia, um hino de
louvor a Deus. Ele enaltece e engrandece a Trindade, por ter nos abençoado com
sorte de bênçãos espirituais. O foco desse louvor é para comunicar que a igreja
de Deus é um povo grandemente abençoado. Somente Deus é adorado, só ele é digno
de ser bendito. A palavra bendito no original do N.T. é usada somente para
Deus. Deus é bendito quando é adorado e louvado por tudo que faz aos seus
filhos gratuitamente. Os homens e as mulheres são benditos somente por receber
suas bênçãos.
ü Todas as três Pessoas da Santíssima Trindade participam desta provisão de
bênção espiritual: “Bendito o
Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte
de bênção espiritual...” – Aqui podemos afirmar certa ligação entre a
benção de Moisés e a bênção de Cristo. A lei de Moisés tinha suas bênçãos, mas
somente em Cristo que toda perfeição é centralizada, isto por ser Ele a
revelação perfeita e completa do reino de Deus. Deus envia o Seu Filho Jesus
para morrer por nós e é Ele que nos conduz ao lar celestial. Moisés conduziu o
povo de Israel à Terra Prometida, Jesus nos conduz ao céu. Depois de Cristo ser
encarnado e revelado a nós, as figuras sobre Ele não são mais necessárias. Moisés
profetizou: 15 O Senhor, teu Deus, te suscitará
um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás, 16 segundo
tudo o que pediste ao Senhor, teu Deus, em Horebe, quando reunido o povo: Não
ouvirei mais a voz do Senhor, meu Deus, nem mais verei este grande fogo, para
que não morra. 17 Então, o Senhor me disse: Falaram bem aquilo que
disseram. 18 Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos,
semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo
o que eu lhe ordenar. 19 De todo
aquele que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, disso lhe
pedirei contas.
As
bênçãos são ao mesmo tempo “espirituais” por ser concedida pelo Espírito Santo
a cada cristão (cf. Ef 1.13). 13 em quem também
vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação,
tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa;
14 o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em
louvor da sua glória. O Espírito Santo é o agente divino que
aplica a obra de Cristo no nosso coração. Então, as três Pessoas da Trindade
participam desta provisão da bênção espiritual.
ü A bênção espiritual está num mundo
invisível da realidade espiritual: “Bendito o Deus e Pai
de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual
nas regiões celestiais...”. As regiões celestiais tem que ser entendida à
luz de toda a carta. Paulo se refere no decorrer da sua exposição 5 vezes as
regiões celestes: Cristo está exaltado “nos lugares celestiais” (1.20); a
sabedoria é dada a conhecer aos principados e potestades "nos lugares
celestiais” (3.10). Também é usada para apresentar os conflitos espirituais das
forças do mal (6.12); Mas o contexto que mais nos certifica para entendermos
melhor está frase é no Capítulo 2.6 que mostra o salvo ressuscitado e assentado
com Ele nos lugares celestiais. Podemos entender que Paulo está falando de um
mundo invisível da realidade espiritual. O que Paulo desejava era expressar a
grandeza da graça que nos é presenteada através de Cristo, para entendermos que
a nossa felicidade não está neste mundo, e sim no céu e na vida eterna.
Paulo
quer nos fazer entender que as bênçãos dos salvos estão acima de qualquer coisa
terrena e material. Nós as recebemos na terra, mas estão também guardadas no
céu, onde a traça, nem a ferrugem corrói e nem ladrões roubam. Cuidado onde
está o teu tesouro ai está o teu coração. As bênçãos são espirituais, e não
materiais ou físicas, "no mundo", como no conceito judaico ou do
atual evangelho da prosperidade, nós os salvo devemos andar por fé e não pelo
que vemos [aparência] (2Co 5.7).
ü A posição da bênção espiritual está
em Cristo: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,
que nos tem abençoado com toda sorte de bênçãos espirituais nas regiões
celestiais em Cristo”. A preposição em expressa a união que existe
entre Cristo e os crentes; Estas benções espirituais estão nas regiões
celestiais em Cristo, porque nós não pertencemos mais à humanidade de Adão
caída, e sim, agora em Cristo, estamos numa nova humanidade redimida,
pertencemos ao reino dos céus, fomos perdoados e salvos. Jesus Cristo (por
pronome ou possessivos, ele ou dele) é mencionado nos 14 primeiros versículos
14 vezes. E a frase em Cristo ou nele 11 vezes. Todas as bênçãos espirituais
que Paulo mencionara a partir do versículo 4 provém através de Cristo. É Cristo
o próprio fundamento da igreja, ou seja, de todos os benefícios relacionados
aqui sobre a nossa salvação.
ü Podemos
tirar deste terceiro versículo, três importantes aplicações para a nossa vida:
1) Deus
Pai, o Todo Poderoso é a origem de toda bênção espiritual. É Ele que através de
Cristo nos faz conhecer essas bênçãos. Ele é o criador e o dono de todo o
universo, Ele é o soberano, e nós seus filhos e herdeiros. O louvor aqui exalta
o nosso Pai Celeste. É a Ele a Glória e o louvor.
2) As
bênçãos espirituais são mais importantes que as bênçãos materiais. Paulo nos
certifica que temos toda sorte de bênção espiritual. O povo de Israel no Antigo
Testamento recebia as benções materiais pela sua obediência a Deus (Dt 28.1-13)
nós agora temos o que é mais importante que o material, o espiritual.
Infelizmente muitos que se dizem evangélicos estão preocupados com as bênçãos
materiais, com o sucesso e o poder. Nós não necessitamos buscar bênçãos
adicionais de Deus. Devemos, pelo contrário, apropriar-se das que já foram
fornecidas. As demais bênçãos acompanham os salvos em Cristo.
3) A
posição das bênçãos espirituais está em Cristo – Vivemos no mundo, mas não
somos do mundo. A esfera das nossas bênçãos está “Nas regiões celestiais em
Cristo.” Nós não Somos cidadãos desta terra. Paulo tem em mente um lugar
cósmico, acima da terra, um lugar espiritual, um mundo invisível que nos remete
ao céu. Onde Deus habita. Onde Jesus está assentado a Sua destra. Onde Cristo
já nos fez ressuscitar e nos assentar com Ele. Somos cidadãos dos céus. Estamos unidos com Cristo. Toda riqueza nos
foi dada mediante a Sua obra. Tudo há de convergir nele, na dispensação da
plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra v. 10; nesse
tempo o pleno propósito de Deus se consumará por completo. Gozaremos
eternamente de todas essas bênçãos, que hora desfrutamos pela fé. Que Deus nos
faça viver nessa esperança!
Rev. Isaías
Silva Lima
EFÉSIOS 1.1-2
SÉRIE DE MENSAGENS EM EFÉSIOS –
PARTE I – EFÉSIOS 1.1-2
INTRODUÇÃO: Começamos
hoje uma série de mensagens na Carta de Paulo aos Efésios. Convido você a se
comprometer com o Senhor nesta longa caminhada que será de grande
aproveitamento e crescimento espiritual para nossa vida.
Iniciamos Perguntando:
você sabe o que é a igreja para Deus? Conhece claramente o que Ele diz a
respeito dela? Sente-se parte dela? O que Ele diz a seu respeito tem a ver com
você? Leia durante a semana os Capítulos 1 a 3.
NARRAÇÃO:
A cidade de Éfeso – era uma cidade Greco-romana da antiguidade e o centro
comercial, político e religioso da Ásia Menor. Ficava em uma área litorânea da
atual Turquia. A devoção da cidade era a Diana, deusa da fertilidade, seu
templo era uma das 7 maravilhas do mundo antigo.
Éfeso
foi desde os tempos antigos uma cidade importante por sua posição geográfica.
Um grande centro comercial. Ficava próxima ao mar o que facilitava o comércio
de produtos vindo do interior e era chegada comercial do Mediterrâneo. Os
ourives de prata da cidade desenvolveram um negócio lucrativo vendendo imagens
da deusa Diana.
Sua
população total estava estimada em cerca de 400 mil a 500 mil habitantes. Era a
quinta mais populosa cidade do império. Em 133 a.C., Éfeso foi declarada capital
da província romana da Ásia. Lá estava alguns dos maiores anfiteatros do mundo,
o maior deles com capacidade para 25 mil pessoas em suas arquibancadas.
Nos
tempos apostólicos, Éfeso foi uma das cidades do Império Romano onde o
cristianismo mais se difundiu. Em Atos
18.18-21 narra a 2ª viagem missionária de Paulo e a sua 1ª passagem em Éfeso,
mas somente na 3ª viagem missionária é que permanece por cerca de 3 anos por lá,
nos anos de 53-55 d.C. (At 19). Éfeso se tornou a igreja mais forte do I século
d.C. O apóstolo Paulo, o Apóstolo João e Timóteo pregaram na cidade. A igreja de
Éfeso foi uma das sete igrejas mencionadas no Apocalipse, juntamente com
Esmirna, Pérgamo, Sardes, Tiatira, Filadélfia e Laodiceia.
O
apóstolo Paulo é o escritor desta Epistola, data o ano de 60-62 d. C. Enquanto
esteve preso em Roma, Paulo escreveu as “cartas da prisão”: Efésios,
Filipenses, Colossenses e Filemom. Esta carta é muito parecida com a escrita à
igreja de Colossos, e as duas são chamadas de “epístolas gêmeas”.
O
Espírito de Deus moveu Paulo a escrever esta carta com o proposito de encorajar
a igreja, levando-a à maturidade plena. Primeiro
para mostrar à igreja toda a riqueza da qual ela é dona. Ela é a família de
Deus - (Cap 1 - 3); e em segundo
exortar a igreja a viver de modo prático de acordo com essa riqueza que lhe foi
dada - (Cap 4 - 6).
PODEMOS
ENCONTRAR 2 PALAVRAS CHAVES e DOIS VERSÍCULOS CHAVES: 1ª Cristo : Bendito o Deus e Pai de
nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção
espiritual nas regiões celestiais em Cristo (1.3). 2º Igreja “Assim já não sois
estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de
Deus” (que é a igreja 2.19).
Sendo
as palavras chaves Cristo e a igreja, então aquele que está em Cristo é a
pessoa mais abençoada da terra. Quem está em Cristo faz parte da sua família, a
igreja. E por está em união com Ele,
somos abençoados com todo tipo de bênção espiritual. O segredo desta bênção é a
nossa união com Cristo.
A
expressão “em Cristo” é a concepção central do pensamento de Paulo, aparecendo
169 vezes nas suas cartas. Estar em Cristo significa completa mudança
espiritual e acesso a todas as riquezas espirituais que Ele concedeu à sua
igreja.
Veremos
nesta carta que o Senhor nos desvenda, de um modo inigualável, toda a riqueza
com que coroou a Sua igreja: somos adotados, aceitos, redimidos, perdoados,
feitos herdeiros, selados com o Espírito Santo prometido, temos vida, Sua
graça, recebemos o dom da fé. Somos da família de Deus! E
a igreja é aos olhos do Senhor sua unidade, beleza e funcionamento.
William
Barclay refere-se sobre a carta de Efésios, dizendo que ela “foi chamada a
rainha das epístolas", e com razão. Ele afirmou que “muitos sustentariam
que nela alcança sua mais alta expressão do pensamento neotestamentário”. E
ainda narra um testemunho, dizendo que quando John Knox estava próximo da
morte, “o livro que com mais frequência lhe liam era os Sermões sobre a Carta
aos Efésios de João Calvino”.
Para
conhecermos, entender e melhor aplicar à nossa vida os assuntos aqui levantados,
dividiremos a série de mensagens em duas partes (Cap 1-3) e depois (Cap 4-6). A
primeira parte com o...
TEMA: Deus, através de Paulo, nos
faz conhecer a Sua igreja em Cristo.
O
apóstolo Paulo inicia a carta com uma saudação introdutória, como fez nas
demais cartas que ele escreveu. Ele se apresenta como autor, indica os seus
destinatários e faz uma abençoadora saudação (1.1,2).
1.
Ele se apresenta como Paulo, apóstolo de
Cristo Jesus por vontade de Deus. (Ef
1.1). Ele tinha a convicção da sua vocação apostólica. Ele diz que Deus o havia comissionado ou
enviado, Ele é apóstolo pela vontade de Deus. (Gl 1:1) “Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de
homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os
mortos..”. Não foi ele quem se autonomeou
apóstolo, nem o seu apostolado foi um título que recebeu dos outros apóstolos,
mas de Deus Pai e de Jesus Cristo. Ele não é contato entre os doze. Seria o 13º apóstolo. Mas ele mesmo se sentia
um nascido fora do tempo e indigno de ser chamado de apostolo: “e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um
nascido fora de tempo. Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou
digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus” (1
Co 15.8,9).
ü O
Reverendo Augustos Nicodemus apresenta em seu livro “Apóstolos” algumas razões
porque Paulo pode ser chamado de apóstolo: 1.
Por ter visto a Cristo Ressuscitado; 2.
Por ser chamado diretamente por Jesus; 3.
Por ter recebido de Jesus poder para realizar prodígios, que são as credenciais
dos apóstolos; 4. Por ter sido
inspirado por Deus para escrever as Escrituras e lançar o fundamento da igreja;
5. Por ser um interprete autorizado
do Novo testamento e 6. Por Deus lhe
revelar as verdades ocultas.
Ø Cuidado
com quem se intitula apóstolo hoje em nossos dias? Perguntem quais são as suas
credenciais? Quais são as suas razões? Você é uma testemunha ocular da
ressurreição de Jesus? Você é vocacionado e chamado diretamente por Jesus?
Ø A
igreja não nomeia apóstolos; eles são chamados por Jesus. Não
temos mais apóstolos na igreja contemporânea, uma vez que a revelação de Deus
está completa nas Sagradas Escrituras. Hoje, seguimos o ensinamento dos
apóstolos, conforme revelação registrada nas Escrituras.
2.
Ele destina a sua carta Aos santos que vivem
em Éfeso fiéis em Cristo Jesus (Ef 1.1). A palavra grega para
santo aqui é o (αγιος – Adj. hagios de hagos – uma
coisa grande, sublime - algo muito santo; um santo; sagrado). Os cristãos são
santos, quer dizer, pessoas separadas por Deus para a santificação e
proclamação das virtudes divinas (1 Pe 2.9). “Nos
dias do Antigo Testamento, o tabernáculo, o templo, o sábado e o próprio povo
eram santos por ser consagrados, separados para o serviço de Deus”.
Ø “A
palavra santo não quer dizer uma pessoa que não peca. Os santos não são pessoas
mortas canonizadas, mas pessoas vivas separadas por Deus para viver uma vida
diferente [...] Ela é alguém separada por Deus e chamada a viver em santidade”.
Ø Fiéis em Cristo Jesus (πιστος pistós). Significa
verdadeiro, fiel. Quer dizer que os cristãos são fiéis, pessoas que têm fé em
Deus ou aqueles que são fiéis ao Pai, São dois sentidos: aqueles que acreditam
em Jesus e aqueles que são fiéis no compromisso de obedecer e testemunhar de
Cristo. Todo aquele que é fiel também é santo, e todo santo é fiel.
Ø Os
cristãos são os santos e fiéis que estão em Cristo (residência
espiritual) e em Éfeso (residência neste mundo). Hoje podemos afirmar que somos
os santos de Deus, por estarmos em Cristo (residência espiritual) e em
Penápolis (residência neste mundo) sendo abençoados por está carta de Efésios
que foi escrita no 1º século.
Ø A
frase em Cristo Jesus é usada por Paulo com muita frequência, especialmente
nesta epístola, resume bem sua compreensão do evangelho. Francis Foulkes em seu
comentário, diz: “O cristão não apenas tem fé em
Cristo; toda sua vida está nEle. Como a raiz dentro da terra, o ramo ligado à
videira (Jo 15:1), o peixe no mar e o pássaro no ar, assim o lugar da vida do
cristão é em Cristo (Cl 3:1-3)”.
3.
E por fim, a saudação abençoadora: Graça a vós outros e paz (Ef 1.2).
Ø A
primeira palavra de sua saudação abençoadora é Graça (cáris). William Barclay
define: “A graça é sempre algo amável. O termo grego caris pode traduzir-se por
encanto. Na vida cristã deve haver certa bondade e certo encanto. Um
cristianismo que não têm atrativos não é verdadeiro cristianismo. Graça
descreve sempre um dom e um dom que o homem não pode obter por si mesmo, e que
nunca ganhou nem mereceu em forma alguma. O tratamento que Deus nos dá, e seus
dons, são coisas que recebemos por pura generosidade do coração de Deus. Cada
vez que mencionamos a palavra graça pensamos no puro encanto da vida cristã e
na pura e imerecida generosidade do coração de Deus”.
Ø A
Segunda palavra grega nesta saudação é (eirene - paz). Na saudação hebraica
comum é (shalom). Paz na Bíblia, nunca tem um sentido negativo, ou seja, nunca
é apenas ausência de tribulações, dificuldades e aflições, mas relaciona-se com
o supremo bem do homem, isto é, tudo aquilo que faz com que a vida seja
verdadeiramente digna de ser vivida. Dessa forma, a paz crista é algo
absolutamente independente das circunstâncias externas. Há pessoas que tem tudo
e são infelizes. Outras pessoas podem viver uma vida carente, doente ou até
presa e são felizes. A explicação é que
há uma só fonte de paz em todo mundo: o cumprimento da vontade de Deus. "Em
sua vontade está nossa paz." A única paz na Terra é está na vontade de
Deus.
Ø Graça
e Paz resumem todos os dons de Cristo Jesus. A fonte da graça e da paz é
divina, vem da parte de Deus e do Senhor Jesus Cristo (Jo 1.16,17; 14,27). A
graça é a causa da salvação, e a paz é o resultado dela. A graça é a raiz, e a paz é o fruto. Essas bênçãos não emanam
do homem; nem mesmo fluem da igreja. Elas só podem ser dadas por Deus mesmo.
Ø Hoje
apenas iniciamos com a introdução desta carta. Que o Senhor Jesus nos abençoe
com a Sua Graça e Paz nestas mensagens que serão pregadas.
Rev.
Isaías Silva Lima
Colaboração
COLABORAR COM O PASTOR
ISAÍAS SILVA
LIMA
CAIXA
ECONÔMICA FEDERAL
Agência 0329
Operação 013
Conta: 82159-5
Perdão Muito Barato
Por Rev. Thiago R. Rocha
Saiu no jornal, sob o título: Decreto papal para o perdão dos pecados – “Fiéís que comungarem durante a Jornada, fizerem suas confissões e rezarem pelo Papa Francisco terão o perdão de todos os seus pecados. O decreto que concede a indulgência foi lançado ontem por Sua Santidade, no Vaticano. Os católicos terão direito a dois tipos de indulgência: a plenária e a parcial. A primeira será concedida a todos aqueles que cumprirem os três ritos. A segunda valerá para os fiéis que fizeram orações a Deus e em intenção à padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. ( O Dia – 10.07.2013)”. Nunca o perdão de pecados foi tão barato. Basta a pessoa praticar três ritos religiosos, rezando pelo papa, durante a Jornada Mundial da Juventude, e terá a indulgência plenária, isto é, o perdão de todos os seus pecados. É barato, barato mesmo.
O perdão de meus pecados custou preço tão elevado, que eu não tenho, e nunca terei condição de pagá-lo. Foi tão caro, que houve necessidade de que as três pessoas mais ricas que eu conheço pagassem por mim. E cada um pagou muito caro por isso.
Custou muito para o meu Deus, que se dispôs a entregar o Seu bendito e único Filho, para pagar a dívida que eu tinha com Ele. Dívida que nem todas as fortunas deste mundo poderiam quitar. E o preço que o Pai pagou foi o de entregar o próprio Filho à morte, como ovelha para o matadouro, em meu lugar.
Custou muito caro ao meu Salvador, que, sendo perfeito, justo e santo, assumiu as minhas dívidas, e as quitou, com o sacrifício da própria vida. Ele se colocou em meu lugar, assumindo inteiramente a minha culpa. Para isso, teve de deixar a sua glória, nos céus, assumindo a natureza humana e viver neste mundo inglório, sofrer e morrer, como se fora um bandido. Tudo isso, em meu lugar. Foi realmente um custo muito elevado.
Custou bem caro ao meu Consolador, o Espírito Santo, que veio morar em mim, indigno pecador, assistindo-me em minhas fraquezas, me defendendo, como meu Advogado, continuando a interceder por mim, com gemidos inexprimíveis.
Eu não tive de pagar nada. Foi uma oferta de Deus para mim, pois Ele me amou de tal maneira, que entregou o Seu Filho para morrer por mim. E a única exigência que Ele faz é a de que eu aceite essa oferta. E eu a aceitei. Por isso, sou muito grato a Ele.
Podem me oferecer centenas desse perdão barato. Mas não quero, ainda que eu possa comprá-los. Pode ser até “um negócio da China”. Mas não funciona diante do tribunal de Deus. Sua “nota fiscal” não tem validade diante do Grande Juiz. O perdão de meus pecados foi de graça para mim, pela graça de Deus, cujo Filho o alcançou em meu lugar, por alto preço, como diz Pedro,em 1 Pe 1.18,19: “... sabendo que não foi mediante cousas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo...”.
Não quero perdão “a preço de banana”. Não custa nada e também não vale nada. Eu prefiro o perdão que custou alto preço a Jesus e me foi oferecido por Ele de graça, porque ele me restaura à comunhão com Deus e me dá acesso à vida eterna. Graças a Deus pelo seu dom inefável!
Fonte: http://ipb.org.br/